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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Europa retoma voos, mas caos continua; perdas somam US$1,7 bi

Por Maria Sheahan

FRANKFURT (Reuters) - Os céus da Europa foram reabertos para a maior parte dos voos nesta quarta-feira.

Mas como muitos aviões foram impedidos anteriormente de decolar devido à nuvem de cinzas expelida por um vulcão islandês, pode levar dias ou semanas para que a situação seja normalizada.

Cerca de 75 por cento dos voos na Europa irão operar nesta quarta-feira, cerca de 21 mil dos 28 mil voos normalmente previstos, disse a agência de tráfego aéreo europeu, a Eurocontrol.

Os voos foram retomados após cientistas e fabricantes terem rebaixado o risco de voar em áreas de concentração de cinzas vulcânicas relativamente baixas, disse a autoridade britânica de aviação civil (CAA, na sigla em inglês).

"A maior barreira em retomar os voos foi entender os níveis de tolerância dos aviões à cinza vulcânica. As fabricantes agora concordaram em níveis de tolerância maiores em áreas com densidade de cinzas menores", disse o chefe da CAA, Deidre Hutton.

A Grã-Bretanha foi cautelosa em reduzir a ameaça às aeronaves causada pela cinza vulcânica, que pode danificar e até mesmo paralisar as turbinas dos aviões.

Em 1982, um jumbo da British Airways quase caiu depois de passar sobre uma nuvem de cinzas vulcânicas nos arredores da Indonésia.

Após a realização de testes com sucesso por companhias aéreas europeias por vários dias, críticas começaram a ser feitas aos governos pela demora em liberar a indústria aérea, que perdeu cerca de 1,7 bilhão de dólares em receita, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

"Para uma indústria que perdeu 9,4 bilhões de dólares no ano passado e prevê perder mais 2,8 bilhões de dólares em 2010, esta crise é devastadora", disse o diretor-geral e presidente da Iata, Giovanni Bisignani, em comunicado nesta quarta-feira.

Ele instou governos a analisarem maneiras de compensar as companhias aéreas que, segundo ele, levarão três anos para se recuperar.

"É uma situação extraordinária exagerada com um processo de más decisões por governos nacionais", disse ele.

(Reportagem adicional das redações da Europa e Ásia)

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